
Cuiabá, Mato Grosso
A História das
Nossas Feiras
Uma jornada pelas ruas, barracas e histórias que alimentam a alma de Cuiabá há mais de um século.
Desça o rio da históriaSéculo XIX
Onde tudo começou
Antes de ser capital, antes das avenidas, antes do asfalto — Cuiabá já tinha suas feiras. No século XIX, quando a cidade ainda era um ponto de passagem entre o Pantanal e o sertão, os tropeiros desciam com mercadorias e os ribeirinhos subiam o rio com peixes e mandioca.

O comércio nas ruas
As primeiras feiras aconteciam ao ar livre, nas ruas e avenidas da cidade. Sem barracas padronizadas, o comércio era feito no chão, em caixotes e tabuleiros improvisados.

As primeiras barracas
Com o tempo, a feira ganhou estrutura na Praça Ipiranga. As barracas começaram a se organizar, e o comércio de rua se transformou em tradição.
O comércio acontecia ao ar livre, na beira do rio, nas praças e nos largos da cidade. Não havia barracas padronizadas, nem horários fixos. O que havia era necessidade, confiança e o costume de se encontrar para trocar.
"A feira é o lugar onde a cidade se encontra. Não é só comércio — é cultura, é afeto, é identidade."
Profª Drª Marinete CovezziHistoriadora, UFMT
Início do Século XX
A Praça Ipiranga e o coração da cidade
Com o crescimento urbano, a feira ganhou um endereço fixo: a Praça Ipiranga, no centro de Cuiabá. Ali, entre o Mercado do Peixe e as barracas de frutas, nasceu uma tradição que atravessaria gerações.


A Praça Ipiranga era mais do que um mercado — era o coração pulsante da cidade. Ali se vendia peixe fresco do Rio Cuiabá, farinha de mandioca, rapadura, frutas do cerrado e ervas medicinais. Era onde se trocavam notícias, onde se faziam amizades e onde a cultura cuiabana se renovava a cada manhã.
Décadas de 1980–2000
A feira vai ao povo
Com o crescimento da cidade, as feiras saíram do centro e foram para os bairros. Cada comunidade ganhou sua própria feira, com seus próprios feirantes, seus próprios ritmos.
"Eu acordo às 3 da manhã, todo dia. Monto minha barraca, arrumo as frutas, espero o sol nascer e o povo chegar. Faço isso há 30 anos. A feira é minha vida."



O curso do rio
Os marcos que moldaram a história das feiras livres de Cuiabá
Primeiras trocas
Tropeiros e ribeirinhos comercializam às margens do Rio Cuiabá, dando origem às feiras.
Praça Ipiranga
A feira ganha endereço fixo no centro da cidade, com o Mercado do Peixe como referência.
Expansão para os bairros
Com o crescimento urbano, as feiras se espalham pelos bairros de Cuiabá.
Nasce a Associação
Feirantes fundam a Associação "Pedrinho das Feiras" para lutar por direitos e reconhecimento.
Patrimônio Cultural
A Câmara Municipal reconhece as feiras como Patrimônio Cultural Imaterial de Cuiabá.
Lei Estadual
O reconhecimento é estendido para todo o estado de Mato Grosso.

Desde 2017
Pedrinho das Feiras:
a voz dos feirantes
Em 2017, os feirantes de bairros de Cuiabá decidiram que precisavam de uma voz. Não bastava trabalhar de madrugada, carregar caixa, montar barraca, atender cliente e desmontar tudo no fim do dia. Era preciso lutar por direitos, por melhores condições, por reconhecimento.
Assim nasceu a Associação dos Feirantes de Bairros de Cuiabá — "Pedrinho das Feiras". O nome homenageia uma figura querida das feiras cuiabanas. A associação representa mais de 900 feirantes cadastrados e foi fundamental para conquistar as barracas padronizadas, a regulamentação e o reconhecimento como patrimônio cultural.
Hoje, sob a presidência de Estanil Almeida Amaral, a associação continua lutando para que cada feirante tenha dignidade no trabalho e que as feiras livres de Cuiabá nunca percam sua essência.

"É uma grande vitória porque nunca fomos beneficiados. Isso representa uma economia significativa no nosso orçamento."

Essa história é
sua também.
Seja você feirante que acorda de madrugada, produtor que planta com as próprias mãos, ou alguém que ama ir à feira no fim de semana — você faz parte dessa história. O app Feira Justa conecta todos nós.
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